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Terça-feira, 09 de Dezembro de 2025

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Após aumentar em maio, valor médio do frete volta a cair em junho

A atividade econômica deu sinais claros de desaceleração ao longo do mês, especialmente nos setores da indústria e construção civil

Após aumentar em maio, valor médio do frete volta a cair em junho
Rafael Brusque Toporowicz
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De acordo com dados da última análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred Frete (IFR), com base em dados exclusivos da plataforma Edenred Repom, o preço médio do frete por quilômetro rodado no País voltou a registrar queda em junho. O valor médio nacional passou de R$ 7,43 em maio para R$ 7,35 em junho, registrando, assim, recuo de 1,08%.

O recuo registrado em junho foi puxado por uma combinação de fatores. O principal deles vem do diesel, cujos preços médios continuam a recuar nos postos. Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), em junho, o valor médio do diesel comum caiu 1,29%, enquanto o tipo S-10 recuou 1,44% em relação a maio, fazendo com que ambos os combustíveis atingissem os menores patamares de preços médios registrados no ano até agora. Esse alívio no custo dos combustíveis teve efeito direto sobre o preço do frete.

Outro ponto associado ao preço do diesel que pesou foi o reajuste do piso mínimo do frete, que passou a valer no fim de maio. Ao contrário do ocorrido no mês anterior, junho já registrou reflexos diretos das novas regras estabelecidas pela ANTT, com valores atualizados para baixo, o que também contribuiu para o recuo observado.

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Ademais, a atividade econômica deu sinais claros de desaceleração ao longo do mês, especialmente nos setores da indústria e construção civil. A menor movimentação nesses segmentos reduz a demanda por transporte, o que ajuda a pressionar os preços para baixo. No campo, o atraso na colheita da segunda safra de milho também segurou parte do volume esperado para o período. Soma-se a isso a valorização do real frente ao dólar, que ajudou a reduzir custos logísticos atrelados a insumos importados.

“Em junho, tivemos uma convergência de fatores que favoreceu uma leve queda nos preços. O diesel mais barato, a retração econômica e o impacto pleno do novo piso mínimo ajudaram a puxar o frete para baixo. Foi uma queda pontual, mas que revela como o setor é sensível às dinâmicas macroeconômicas e sazonais”, comenta Vinicios Fernandes, Diretor da Edenred Frete.

Para julho, o cenário ainda é incerto. “A recuperação do agronegócio e a possível retomada da demanda em determinados setores podem exercer pressão de alta. Ao mesmo tempo, o comportamento do dólar e dos combustíveis seguirá no radar”, finaliza Vinicios.

O IFR é um índice do preço médio do frete e sua composição é levantada com base nos dados exclusivos das 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom. A marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, há 30 anos é especializada na gestão e pagamento de despesas para o mercado de transporte rodoviário de carga e líder no segmento de pagamento de frete e vale-pedágio.

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Brusque
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