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Quinta-feira, 27 de Agosto 2026
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Tecnologia reduz tempo de liberação de cargas em até 90% ao atuar no 'back office' fiscal do transporte, aponta estudo

Diferente do apelo por veículos autônomos, o maior retorno financeiro da tecnologia na logística brasileira está na eliminação do retrabalho documental e na blindagem contra os riscos da Reforma Tributária

Tecnologia reduz tempo de liberação de cargas em até 90% ao atuar no 'back office' fiscal do transporte, aponta estudo
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O debate global sobre a tecnologia no setor logístico costuma privilegiar soluções de grande apelo visual, como frotas autônomas e algoritmos complexos de roteirização. No entanto, a realidade do mercado brasileiro aponta para um cenário consideravelmente mais pragmático: o maior retorno sobre o investimento (ROI) da tecnologia está na automação do back office fiscal e documental.

É o que aponta um levantamento interno da emiteaí, logitech que desenvolve um ecossistema orquestrador de transporte para centralizar e otimizar as operações logísticas, fiscais e financeiras. Em operações reais que utilizam inteligência de dados nas barreiras burocráticas, a redução no tempo de liberação de cargas chega a 90%, acompanhada por uma queda de 60% no esforço operacional.

De acordo com Rafael Orsi, Head de Produto da emiteaí, a eficiência do setor de transportes no Brasil é historicamente corroída por um "retrabalho silencioso": horas de profissionais qualificados consumidas na conferência manual de documentos, reconciliações e regularizações de cargas retidas. Nesse cenário fiscal brasileiro, o risco operacional se mostra assimétrico.

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"O erro fiscal no transporte é caro e tardio. Uma inconsistência em um Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) ou Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) não emite um alerta imediato; ela se transforma, semanas depois, em crédito negado, contingência ou autuação", explica Orsi. "A tecnologia, atua justamente nessa janela, cruzando regras tributárias e históricos operacionais em um volume inviável para equipes humanas, sinalizando o desvio antes que a emissão ocorra."

O papel preventivo da tecnologia ganha urgência diante do cronograma de transição da Reforma Tributária, que reescreverá a dinâmica fiscal do país com a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que unifica os tributos estaduais e municipais, da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui os impostos federais, e do mecanismo de split payment, sistema que realiza a retenção e o recolhimento automático dos tributos devidos no exato momento da liquidação financeira da transação. Segundo o porta-voz, o dinamismo das novas regras exigirá uma velocidade de adaptação que ultrapassa a capacidade de atualização manual das empresas.

"As regras estão mudando mais rápido do que os times conseguem acompanhar. Plataformas que utilizam tecnologia aplicada diretamente na engenharia de software conseguem absorver essa cadência regulatória e atualizar os sistemas sem gerar gargalos ou travar a operação do cliente", pontua Orsi.

O especialista alerta, contudo, que a tecnologia não deve ser tratada como um piloto automático isento de responsabilidade. "A tecnologia reduz e antecipa o risco, funcionando como uma camada robusta de defesa, mas o fator humano e a governança continuam no circuito. Além disso, o sistema não conserta processos falhos ou dados desorganizados; sem disciplina e saneamento de dados, a tecnologia apenas acelera a ocorrência de erros", adverte.

Para as lideranças de logística, o critério de escolha por soluções tem migrado da mera presença da tecnologia para a capacidade de rastreabilidade e explicabilidade do algoritmo, ou seja, o sistema precisa ser capaz de justificar tecnicamente por que recusou ou aprovou determinado documento frente ao fisco.

O mercado caminha para uma divisão clara entre softwares que atuam como repositórios passivos de dados e ecossistemas preditivos. "As plataformas que não integrarem tecnologia à sua arquitetura não vão desaparecer imediatamente, mas se tornarão commodities e perderão margem, competindo estritamente por preço", analisa o Head de Produto da emiteaí.

"Veremos muitas soluções colando uma camada de tecnologia genérica sobre produtos rasos. Mas, no transporte brasileiro, com a complexidade que temos, sistemas genéricos falham. O mercado do futuro pertence às verticais profundas: ferramentas que entendem especificamente de ANTT, GNRE, CIOT e emissão fiscal. No cenário atual, a tecnologia que gera valor real não é a que dirige o caminhão, mas a que garante que ele não fique parado no pátio por entraves burocráticos", conclui Orsi.

 

Sobre a emiteaí

A emiteaí é uma plataforma tecnológica de alta performance focada em simplificar, integrar e acelerar as operações logísticas no Brasil. Nascida com o propósito de eliminar gargalos operacionais e burocráticos, a empresa automatiza a emissão de documentos fiscais e garante a liberação de cargas em menos de um minuto. Com uma infraestrutura robusta, altamente personalizável (no-code) e focada no sucesso do cliente, a emiteaí atende operações de alto volume, reduzindo custos, mitigando o trabalho braçal e promovendo eficiência e compliance de ponta a ponta para transportadoras e embarcadores.

FONTE/CRÉDITOS: Equipe Like Leads

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