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Segunda-feira, 04 de Maio de 2026

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Empresas reforçam foco em pessoas para sustentar crescimento

Empresas ampliam foco em pessoas para reduzir lacunas de competências e apoiar mudanças no trabalho. Estudo evidencia desalinhamento entre expectativas e suporte, reforçando a necessidade de dados, desenvolvimento contínuo e integração entre estratégia e gestão de talentos.

Empresas reforçam foco em pessoas para sustentar crescimento
Empresários fazendo uma pausa em uma reunião, vista de costas.
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A priorização de pessoas tem ganhado centralidade nas estratégias corporativas, à medida que empresas enfrentam desafios relacionados à transformação do trabalho, à escassez de talentos e à necessidade de adaptação contínua. O movimento reflete uma mudança na forma como organizações passam a conectar resultados de negócio ao desenvolvimento de suas equipes.

“O movimento de priorizar pessoas é o que viabiliza a execução de qualquer estratégia”, afirma Nilson Pereira, CEO do ManpowerGroup Brasil. Dados do relatório The State of Careers, da mesma empresa, indicam um desalinhamento entre as expectativas dos profissionais e o suporte oferecido pelas companhias.

Conforme o estudo, quatro em cada dez colaboradores não têm um plano de carreira, e apenas uma parcela reduzida possui um planejamento estruturado. Ao mesmo tempo, cresce a busca por desenvolvimento contínuo, aquisição de habilidades e maior alinhamento entre trabalho e propósito. “O sucesso dos negócios está diretamente ligado à força e ao desempenho das equipes. É a partir das pessoas que as empresas conseguem se reinventar”, diz Pereira.

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Esse cenário acompanha uma mudança no próprio conceito de carreira. Modelos lineares vêm sendo substituídos por trajetórias mais flexíveis, com foco em habilidades, mobilidade interna e experiências diversas. A ascensão hierárquica deixa de ser o principal indicador de crescimento, enquanto ganham espaço fatores como aprendizado, impacto e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Para as empresas, esse novo contexto amplia a complexidade da gestão de pessoas. A dificuldade em estruturar planos de desenvolvimento individuais consistentes, somada à sobrecarga das lideranças, contribui para a manutenção de lacunas entre o que os profissionais esperam e o que recebem. “A escuta e a disponibilidade são fundamentais para reconstruir essas relações”, pontua o executivo.

A escuta ativa gera dados relevantes e tem sido adotada como ferramenta para compreender demandas e orientar ajustes nas políticas internas. Ainda assim, apenas uma parcela dos colaboradores recebe orientação clara ou apoio efetivo na construção de suas trajetórias.

O papel das lideranças também passa por transformação. Além das metas operacionais, gestores são cada vez mais demandados a atuar no desenvolvimento das equipes — embora limitações de tempo e recursos ainda sejam um entrave. “Transformar o desenvolvimento de carreira em uma prioridade contínua exige mudança de abordagem”, diz.

Outro ponto recorrente é o descompasso entre os investimentos das empresas e as preferências dos profissionais. Enquanto organizações concentram esforços em avaliações de desempenho, colaboradores valorizam iniciativas como mobilidade interna, mentoria e programas estruturados de desenvolvimento. “A priorização de pessoas passa por entender o que realmente gera valor para quem está na organização”, avalia o CEO.

A discussão também envolve a criação de ambientes mais inclusivos e alinhados às expectativas contemporâneas, além da necessidade de atualização constante de habilidades diante da transformação tecnológica. “Capacitar pessoas com habilidades digitais, humanas e sustentáveis é parte do caminho para apoiar o crescimento”, ressalta ele.

Para os próximos anos, a tendência é de consolidação do tema como pilar estratégico. A capacidade de alinhar o desenvolvimento de pessoas às demandas do negócio deve influenciar diretamente a adaptação e a competitividade das organizações. “A prioridade deve ser criar condições para que as pessoas se desenvolvam e contribuam efetivamente para o negócio”, conclui Pereira.



Website: https://www.manpowergroup.com.br/insights/estudos/state-of-careers-2
FONTE/CRÉDITOS: DINO
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